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domingo, 10 de maio de 2015

When Life Gives You Lemons...

Eu normalmente sou uma pessoa que gosta de olhar para o lado positivo das situações. Quando chove, digo "pelo menos não fiquei encharcado". Quando a comida não em está a saber tão bem como eu esperava digo "pelo menos n\ao estou a passar fome". 

Quando um amigo, ou alguém que me é próximo me magoa seriamente e desnecessariamente... Bom, sou aquele que diz "pelo menos agora sei que com eles não posso contar e não cometerei o mesmo erro." Já fui chamado de frio por ser assim, por à "mínima" situação, remover alguém da minha vida. A questão é que, não o faço à mínima situação claro, apenas não sinto a necessidade de me submeter a torturas emocionais que a maioria das pessoas pensa ser normal. E se calhar eu é que não sou normal, mas tenho um grande instinto de preservação. 

Inicialmente, sim, fico preocupado, porque não gosto que uma amizade termine sem estar tudo esclarecido. Depois de se fazer isso, então sim, pode-se tomar um de dois caminhos. Ou as coisas se resolvem, ou então acabamos por nos afastar. 

Desta vez... Desta vez parece-me que é a segunda opção. Eu tenho um bom instinto para perceber o que me rodeia. Mas muitas vezes ignoro-o porque penso "Nah, deve ser só filmes da minha cabeça..." E esqueço-me que, infelizmente, há muita gente que vive a vida como se fosse um filme e age como tal... E por isso, agora decidi confiar mais no meu instinto. E o meu instinto diz que desta vez não vale a pena o esforço lutar para reconstruir a amizade tal como era antes, por um simples facto - o que a destruiu é algo que facilmente poderia acontecer de novo, e a qualquer um.

Mas como sou um optimista, digo... "pelo menos as coisas ficaram esclarecidas, mesmo que não se recupere a amizade."

Como diz a minha melhor amiga, amigos são muitas vezes como os autocarros, quando passa um, vem logo outro. Outros, são como ter o nosso próprio carro, os amigos de longa data. Estão lá sempre, quando precisamos. De vez em quando precisam de ir à oficina, mas duram. Uns mais do que outros, claro. Alguns duram cinco ou sete anos... Outros, no entanto, são pérolas da engenharia automóvel, e duram gerações.



terça-feira, 31 de março de 2015

Está quase...

Com a Páscoa a chegar a única coisa de que quero jejuar é as aulas. E essas acabam hoje, e não as vejo mais por uma semana... Hoje, no entanto, ainda tenho um teste. Decidido a aplicar-me, vim para a faculdade às sete da manhã, enfrentando o início das horas de ponta que tornam os transportes públicos em autênticas latas de sardinha. Enfiei-me na biblioteca e submergi-me nos apontamentos de Petrologia Metamórfica. Nome fino, que é como quem diz, o estudo de pedras "bué" velhas. Durante uma hora lá me mantive focado nos ditos cujos dos apontsmentos... Mas com o passar do tempo acabei por aproveitar a wifi da faculdade para tirar uma pausa que já dura há uma hora... E olho para os apontamentos e suspiro... Estou, claro está, minimamente confiante no que sei acerca da matéria para o teste que ocorrerá daqui a uma hora. Mas mesmo assim, só terei a verteza se realmente sei o suficiente para ter uma nota decente quando là chegar. E supostamente tenho uma aula de Métodos Estatísticos logo a seguir ao exame... E a  vontade de ir? Essa é que não a encontro...

segunda-feira, 30 de março de 2015

A Namorar...

A primeira vez que o vi foi no Fórum Sintra. Entrei naquela loja sem esperar que iria sair de lá apaixonado. Foi amor à primeira vista. Ou talvez não, porque já o tinha visto em sonhos. E sei que foi correspondido, porque olhou para mim da mesma forma que eu olhei para ele. Com desejo, como que gritando no si|êncio em que o mundo subitamente caiu "leva-me!"

Foi como se a Terra tivesse parado de girar. A loja tornou-se um vacuo sonoro, e eu aproximei-me. Mas depois tive de ir embora. Desde então, não tenho parado de pensar nele, cada vez que entro em caso, ou cada vez que saio à rua. É talvez uma decisão precipitada, mas eu tenho de voltar a vê-lo. Não... Eu tenho de fazer mais do que isso... Eu tenho de tê-lo... É simplesmente o par de botas perfeito.

Sim, literalmente. É um par de botas. Eu confesso... Ando a namorar um par de botas que vi na Calçado Guimarães há duas semanas e já me decidi que vai ser as minhas amêndoas da Páscoa este ano, de mim para mim.

Falando de Páscoa, vou passá-la aqui em casa. E as férias estão quase, quase a começar. É só uma semana, mas é melhor do que nada, e a cavalo dado não se olha o dente... Esta semana inteira baldei-me às aulas de qualquer das maneiras, por isso, tecnicamente, tenho duas semanas de férias. Ah, como me vou arrepender disso na época de exames...

But it's whatever...


quarta-feira, 18 de março de 2015

O tempo, ultimamente, tem passado depressa. Talvez demasiado depressa para o meu gosto, uma vez que torna difícil de acompanhar as aulas, já que quando dou por mim já passou um mês e ainda não arranjei a coragem para estudar.

Mas nem tudo é desmotivante! e por vezes, são as pequenas coisas que fazem a vida parecer mais agradável.

No Sábado, fui cortar o cabelo. Normalmente, quando o faço, é simplesmente para reduzir o comprimento da juba, mas mantendo o mesmo estilo neutro, sem nenhum penteado em especial. Desta vez acabei por inovar. (Não sem me pregarem um susto, que enquanto o barbeiro usava a maquina na parte de trás da minha cabeça, me disse que estava a usar o pente 0. Afinal de contas era só ele a brincar comigo... Ufa...). Tentei um estilo que já há algum tempo cobiçava, mas nunca tinha experimentado por ter medo de n\ao em ficar bem...

Afinal de contas, fica-me bem. Assenta-me que nem uma luva, e adoro ver-me com ele. Claro que isto provocou em mim um certo grau de confiança que já há algum tempo n\ao tinha. E sinto-me bem. Antes não sabia o que fazer com a juba que tinha... Agora que fui à tosquia, sinto-me mais leve e feliz.

O clima, esse sim, é que podia estar um bocadinho mais feliz...


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Triple Threat

Vi 3 filmes que adorei. The Maze Runner, The Giver, e Beautiful Creatures. Adorei-os todos. O último que vi foi o The Giver, e bem... Foi uma montanha-russa de emoções. E deixou-me com a lágrima no canto to olho mais do que uma vez. Acho que tem o potencial para ser um dos meus filmes preferidos.

E é isso.... Agora que acabaram os exames, é relaxar até começarem as aulas. Depois recomeça a correria. Mas até lá... Bom, até lá vou pesquisar que filmes devo ver a seguir!


segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Os planos para hoje eram ir jantar a casa da minha avó, mas acabou por não se proporcionar a oportunidade. Mas o Pai já me prometeu que amanhã ou depois lá me levará. 

Ultimamente tenho dado um pouco de mais importância à família. Passo mais tempo com os meus pais, a ver televisão, vou mais vezes a casa dos meus avós... Tive sorte com a família que me calhou. Sim, é verdade, não são perfeitos.... Mas todos têm umas quantas coisas em comum. Um bom sentido de humor, muitas histórias interessantes para partilhar, e apoiam-me em praticamente tudo o que faço, sem me julgarem. Às vezes leio acerca de pessoas cujas famílias não as apoiam, e como muitas vezes isso afecta tão negativamente os jovens que se encontram nessa situação... E não consigo deixar de pensar que às vezes me foco demasiado nas coisas que gostava de ter, em vez de me focar nas coisas boas que já tenho...



Falando de coisas que não tenho - o meu computador avariou, e acho que foi de vez. Lor isso, por enquanto, tenho de escrever e postar a partir do telemóvel. Felizmente, já tenho um telemóvel novo com um sistema operativo melhor e um ecrã maior, o que torna mais fácil postar. 

E falando de coisas que tenho - exames. Tenho andado a estudar química e geofísica, e agora que fiquei aborrecido com isso, como qualquer pessoa no seu perfeito juizo, agora estou de novo a procrastinar, porque nisso eu já sou um autêntico pro.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Blank Space

Há uns dias ouvi a Blank Space, da Taylor Swift, e ficou-me gravado na memória um par de versos com que realmente me identifico.

Ain't it funny, rumors fly
And I know you heard about me

O contexto da canção, à primeira vista, não tem and a ver com a maneira como eu me identifico com estes versos. Mas na realidade, é uma música em que a Taylor Swift basicamente critica a forma como os media a retratam no que toca a relações. Se o retrato que pintam dela é correcto ou não, isso é uma história que dá pano para mangas, uma coisa é certa, muitas vezes os media abusam um bocado dos limites.

Eu nunca gostei de ser o centro das atenções, mas por vezes, sou puxado para lá. Ainda hoje, me cruzo por vezes com pessoa que me reconhecem não por eu ser eu, mas por eu estar associado a... Outras pessoas e eventos. 

Isto fez-me recordar a forma como a minha sexualidade foi algo que se espalhou pela escola secundária, numa altura em que eu ainda mal tinha conseguido aceitar-me a mim mesmo. Foi demasiado cedo e, pior, foi uma informação que se espalhou pelas bocas do mundo sem que eu tivesse consentido. Foi essa altura da minha vida que esses versos me fizeram lembrar. Felizmente, tive a sorte de ter nascido e de viver num ambiente em que me apoiam, e me aceitam. Mas por vezes não consigo deixar de pensar como as coisas poderiam ter sido diferentes se assim não fosse. Podia ter sido mais devastador do que foi.

E com isso não quero dizer que em nada me afectou, claro. Na altura acabei por olhar sempre à minha volta, com aquela sensação desconfortável de que todos os olhos estavam postos em mim, a julgarem e - perdoem-me a expressão coloquial - a fofocarem. É uma experiência de paranóia que não tenho interesse em voltar a experimentar. Já antes dessa fase da minha vida, eu tinha alguma dificuldade em sentir-me confortável em grupos grandes. Mas depois... Bem, pode-se dizer que não fiquei nem por sombras mais extrovertido.

Hoje em dia, no entanto, já não me preocupo com esse tipo de coisas. Porque honestamente, eu tenho a minha vida que, em parte, partilho aqui no blogue - mas é apenas uma pequena parte, claro. E quem quiser falar... Bem, eu só tenho ouvidos par ao que me interessa saber. Se de vez em quando sinto um pouco de satisfação em saber mais sobre a vida dos outros? Sim. Mas é por curiosidade, não por malícia. Até porque eu simplesmente actuo como ouvinte passivo, e não espalho os rumores e segredos que me chegam aos ouvidos.

Outra coisa de que gosto nesta música?

Faz-me sentir poderoso.



terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Cold Hard Facts

Desde que aprendi a ler, quando ainda tinha quatro anos, que me comecei a interessar pelas ciências. E levei muito a sério o estudo dos dinossauros. Seguindo a minha carreira académica, sempre fui bastante chegado às ciências. Por um lado, isto ensinou-me a manter uma mente aberta, a aceitar sempre os meus erros e corrigi-los. No entanto, ensinou-me também a ter alguma tendência para confrontar as pessoas com factos comprovados pela ciência, quando estas demonstram alimentar falsas esperanças sobre alguma coisa e eu sei com certeza que seria impossível.


Claro que isto tem as suas desvantagens e contratempos. Quando por vezes falho em perceber que essas falsas esperanças s\ao importantes para a pessoa, sinto-me como... se estivesse a contar a uma criança de dois anos que o Pai Natal n\ao é real, e a mostrar-lhe provas irrefutáveis de tal realidade.

Isso por vezes faz-me parecer frio e insensível... E já várias vezes originou discussões entre mim e amigos que não reagiram tão bem à maneira como eu pegava nas coisas e as desmanchava em factos e "tecnicamente falando"s. E depois ficam com a idea de que eu não tomei em conta os sentimentos e crenças dessa pessoa...

Mas em última instância, prefiro perder amigos por ser brutalmente honesto, do que os perder por trair a confiança que depositaram em mim mentindo-lhes flagrantemente. Claro, entre a verdade e a mentira, há sempre o meio termo da omissão. E é esse meio termo que escolho quando sei que uma determinada idea é demasiado importante para uma pessoa, e que faria mais mal do que bem destruir essa idea com provas concretas de quão inequívoca a dita pessoa está. 

Felizmente, desta vez não perdi a amizade... Mas da próxima já saberei melhor.


sábado, 17 de janeiro de 2015

Q & A

Anónimo (no Tumblr)
"no teu post mais recente no blog falas do passado e de erros. pareceu-me que ainda tens um peso. nao pude deixar de ficar curioso. a que erros te referes??"

Essencialmente, referia-me a não ter estudado tanto como devia, e de ter deixado cadeiras para trás. Felizmente, em 2014, a única coisa de que realmente me arrependo, é mesmo isso. Conheci algumas pessoas novas, evoluíram amizades já existentes, aprendi a aceitar partes de mim que antes ainda me davam algumas dores de cabeça... 

Quanto ao ter um peso... Finalmente, posso dizer que não tenho peso nenhum neste moment a incomodar-me a consciência. Decidi parar de me preocupar com coisas que eu não posso controlar. Se alguma coisa me incomoda, primeiro vejo se posso fazer alguma coisa em relação a isso... E se não posso, bem, se não posso então sigo em frente. Já tenho responsabilidades suficientes, não preciso de me responsabilizar por coisas que não me cabe a mim fazê-lo.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Long Time No See

Depois de um mês sem notícias, aqui estou eu... A escrever de novo no blogue... Quando devia estar a estudar para o exame que tenho amanhã de manhã... Mas claro, as minhas prioridades estão mais desorganizadas que as da Hermione Granger, e por isso, acabo o tempo todo a ver TV - sim, a ver TV, coisa que eu raramente faço... (procrastinar é de facto uma arte, afinal de contas.). 

Dezembro foi um mês com pouco a acontecer. O ponto alto foi mesmo o final das aulas. Mas nem tudo foi desinteressante. Consegui untar uns troquinhos para comprar um telemóvel novo, que tanto precisava. Agora não quero outra coisa, claro. É jogar Kim Kardashian Hollywood a toda a hora nos intervalos das séries. É verdade, rendi-me ao jogo. Julguem-me o quanto quiserem, mas que é viciante... Lá isso é.

E tenho assim passado os dias das minhas férias, a "preguiçar", como diz a minha mãe. Aproveito enquanto posso, é um facto. Para além de jogar no telemóvel e de ver TV tenho... Dormido e comido, é basicamente isso. Estou, portanto a viver a boa vida. Um autêntico Paraíso em casa.

 

O Natal e o ano novo foram passados em família. Comida boa, e em boa quantidade, para entrar no novo ano de barriga cheia. Mas já dizia o meu primo. O tempo voa, 2014 parece que passou num pestanejar. E é verdade. Ainda à pouco me tinha habituado a escrever esse ano na data, e agora já tenho de me habituar a escrever 2015...

O tempo vai passando mais e mais depressa a cada ano que passa, a cada ano que envelheço. Dou por mim a olhar para trás, e a abanar a cabeça em desapontamento à pessoa que fui, aos erros que cometi, aos disparates que fiz. Olho para o futuro e espero não voltar a cometer os mesmos erros. E apesar de por vezes desejar que o meu presente e o meu futuro sejam diferentes, não trocaria o meu passado por nada deste mundo, porque o passado é, antes de mais, uma acumulação de experiências e aprendizagens sem as quais eu não seria a pessoa que sou hoje. Uma pessoa que, se não melhor, é certamente mais forte do que há um ano atrás.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014


Tenho estado um bocado ausente do blog, eu sei... Mas às vezes a inspiração para escrever não chega, e então passo uns quantos dias desligado deste mundo...

Ultimamente tenho andado desligado de tudo, para ser honesto. Que vida aborrecida a minha, casa - faculdade, faculdade - casa. Mas começo a sentir uma brisa agradável de mudança. O Pai, que estava desempregado até há pouco tempo, arranjou emprego. Para já é provisório, mas ele tem esperança que acabem mesmo por o contratar. Isso seria óptimo... 

O meu pai e eu tanto estamos em sintonia, ao ponto de saber o que o outro está a querer dizer quando não se lembra da palavra, como estamos às turras um com o outro... Acho que ele por vezes descarrega em mim... Melhor, ele descarrega nas pessoas (verbal, não fisicamente), mas como eu sou to tipo de não dar resposta, e de não me impor, acabo sempre por ser o inevitável alvo das discussões.

Aprendi a viver com isso, eventualmente....

Mudando de assunto, às vezes fico mesmo com vontade de largar tudo e ir para o estrangeiro... Não sei, acho que quero - ou melhor, preciso - de um recomeço fresco. Ir para um sítio onde ninguém me conhece e, sei lá... Começar do zero... Para ver se é desta que vou de zero a herói. 

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

No comboio...

Às vezes no comboio cruzo-me com rapazes giros. Às vezes é na estação... Às vezes fico com vontade de meter conversa. Mas depois penso "Claro, faz-te passar por parvo". E por isso fico calado. Às vezes acho que devia ser mais extrovertido do que o que sou... Mas isso seria ser alguém que não sou, e se alguém vai demonstrar qualquer tipo de interesse em mim, prefiro que demonstre interesse por quem eu sou, não por quem eu aparento ser...


quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Razões pelas quais não vou muito ao Facebook?

Por causa dos casalinhos muito fofos e queridos que vomitam os seus sentimentos e afectos pelo mural inteiro. Quando estou na rua, e os ditos casalinhos decidem demonstrar o amor enorme que sentem um pelo outro, não tenho muita escolha senão andar mais depressa... Quando eles o fazem no facebook, tenho sempre a opção de fechar a aba em que o tenho aberto...

A minha pergunta é? Para quê? Quero dizer, eu percebo que o facebook é um local onde cada um publica o que quer sobre a sua vida... Mas será que eles têm noção que basicamente o que estão constantemente a fazer, é trocar carícias virtuais em frente às centenas de pessoas que têm como amigos na rede social?

Eu não me importaria tanto com isso se fosse algo que acontecesse uma vez em cada solstício... Mas quando é algo que acontece 1000 vezes entra cada nascer e pôr-do-sol, uma pessoa começa a achar que o melhor mesmo é retirar a ligação à Internet daquelas pessoas para ver se tratam de se preocupar em serem amorosos frente a frente na privacidade das suas casas... 

No meu tempo, um casal de namorados estava sempre mais interessado em passar tempo juntos e aproveitá-lo, do que andar a mostrar ao mundo esse tempo que passam juntos...

Há muita gente que eu conheço, que namora, tenho no facebook ambas as metades da relação, e sim, de quando em vez lá surge um estado a declarar o seu eterno amor... Mas isso é uma ve por outra, agora ha alguns que estão constantemente, como se tivessem que estar a toda a hora a declarar o seu eterno amor...

A minha pergunta é... Algo que acontece com tão pouca raridade - como essas constates declarações de amor -, não deixa de ter tanto valor como a mesma coisa se ela fosse algo rara? É que eu aposto que se a passagem to cometa Halley não ocorresse de 76 em 76 anos, mas sim todos os dias como o nascer do Sol, o pessoal não lhe dava tanta importância, não é?



E já que estamos nesse assunto, será que posso atar esses casalinhos todos ao cometa acima referido, e sorrir de contentamento enquanto os vejo ser arrastados para fora ta periferia do sistema solar, sabendo que quando o cometa voltar, eu provavelmente já estarei descansado debaixo de Terra?

E antes que comentei "James, só dizes isso porque estás sozinho e tens inveja", digo desde já, que a minha opinião acerca deste assunto era a mesma quando eu tinha namorado - aliás, quando eu tinha namorado não fazia destas coisas -, e será sempre esta mesmo se eu voltasse a ter namorado.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

It's Still Freaking Novemeber!!!

É Novembro. Dia chuvoso. Tipico do Inverno. Dirijo-me para as escadas para o piso inferior da estação de comboios do Oriente e congelo no topo to lance. Não. Os meus olhos devem estar a enganar-me. É impossível... Dou um passo em frente. Oh... Mas é mesmo... Não estou a ter uma qualquer alucinação provocada pelos fumos de escape que povoam a cidade. À minha frente ela se ergue. Majestosa, braços estendendo-se no ar e sentindo a brisa acariciando-lhos. Peço perdão pela linguagem, mas à minha frente está a merda de uma árvore de Natal.


Não me levem a mal, eu adoro o Natal. Eu adoro decorar a árvore de natal... Mas o dia das bruxas foi literalmente há 4 dias. Estamos a quase dois meses do Natal.  E não, eu não estava numa loja de artigos de Natal, se assim fosse até compreenderia, uma pessoa com senso-comum preferiria comprar a árvore com alguma antecedência para evitar a febre das compras natalícias... Era uma decoração! Se eu começasse a celebrar o meu aniversário com dois meses de antecedência, o pessoal começava a chamar-me doido! Porque é que o senhor Jesus tem direito a fazê-lo sem ser visto como louco?! Mas pensando bem... O homenzito conseguia transformar água em vinho, de qualquer das maneiras ele deveria estar demasiado bêbedo para se preocupar o que os outros pensariam dele...

E é isso... Eu gosto do Natal, a sério... Mas o que me faz gostar dele é que normalmente só o celebro durante um par de dias - ou de semanas na melhor das hipóteses... Não um par de meses!

E peço desculpa se ofendi alguém com a minha linguagem, ou algum crente com a minha frieza...

domingo, 2 de novembro de 2014

A Minha Primeira Vez...

Pela primeira vez fui ao Metropolis Club.

Já há uns tempos que andava a pedir paralá irmos, mas desta vez fomos mesmo. À uma da manhã lá chegámos e a festa ia a meio. Bem aconchegados depois de ter comido no McDonald's, arranjamos um canto onde nos sentar para bebermos um bocado, e depois.... Bem depois foi passar o resto da noite na pista de dança, claro! Passaram umas quantas músicas que eu não conhecia, mas mesmo assim, gostei. Era principalmente metal, e heavy metal. Não é o tipo de música que costumo ouvir, no entanto, não significa que não tenha gostado da selecção de músicas que passaram nessa noite. Aliás, dancei, pulei, gritei... Fiz tudo! Até fiar de rastos sentado no "palco" dos DJs.

A companhia com que fui, foi óptima, claro. Mas as pessoas que lá estavam também eram simpáticas. Lembro-me principalmente de um rapaz que estava vestido com um casaco, com a impressão de um esqueleto na frente, cujo gorro lhe cobria a cara toda, excepto os olhos. Nunca cheguei a ver-lhe a cara, mas a Bia viu e diz que era giro. Já o tinha visto a dançar algumas vezes ao pé de nós, quando me sentei. Ele reapareceu, a perder-se na música, e eu sentado em frente a ele... Ele olhou para mim e eu por momentos perguntei-me se seria mesmo para mim que ele estava a olhar ou simplesmente na minha direcção... Claro que depois ele aproximou-se, e acenou-me que me juntasse a ele. Não tive muito tempo para responder, porque ao fazê-lo, pegou-me nos braços e convenceu-me a levantar-me e a dançar.

Em resumo, adorei, achei que valeu bem a pena o que paguei à entrada (6€), e queor lá voltar qualquer dia. Mas para já... Tenho de descansar. Sinto-me como se tivesse acabado de ser ressuscitado dos mortos.

sábado, 11 de outubro de 2014

My Love Seat

Sempre que tenho a oportunidade de o fazer, gosto de dar ao meu quarto um toque mais meu. As estantes cheias de livros que tenho aqui, saídas do escritório do meu pai, vieram cá parar por pedido meu. A princípio era suposto simplesmente verem-se livres delas. Depois, foram os posters... Todos eles de jogos e filmes que eu adoro... A posição dos móveis já esteve muito diferente, com wuase todas as combinações possíveis... Agora, foi a vez de trazer mais um pouco de mim para a mistura... E fui ao chinês, comprei uma caia de luzes de árvore de natal e... Eis o resultado:


Olho para este cantinho e penso em cenários românticos... Já comecei a afixar fotografias da minha infância no lado da estante e na parede... E olho para lá e imagino-me debaixo daquelas luzes, quase como se estivesse numa feira popular, numa saída à noite, com alguém especial...  É um canto que tem um pouco de mim. Acolhedor, íntimo... Não sei bem explicar, só sei que estou orgulhoso da maneira como ficou...

É algo que me trouxe um sorriso de que eu estava mesmo a precisar que surgisse.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

A Fingir Que Estudo...

É o que por vezes acabo a fazer quando venho para a biblioteca da faculdade e trago o portátil comigo. Para ser justo, já estudei um pouco, hoje... Mas hoje é mesmo daqueles dias em que tenho horas e horas livres, e, ao mesmo tempo, não me dá jeito ir a casa, por isso fico aqui pela FCUL... Já me cruzei com a Bia... Vou jantar a casa dela hoje... Mais meia hora de fazer sorna e tenho de ir par a a ultima aula...

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Voluntário à Força

É como às vezes me sinto... Os meus pais são quem principalmente cai neste habito de fazer de mim voluntário à força...

Não é que agora o meu pai me foi sugerir a uma amiga que me pedisse a mim para ir cantar um dueto com ela a um casamento? O pior disto tudo é que quando a dita amiga percebeu que eu estava a tentar recusar de forma educada e simpática o "convite", achou que isso era uma deixa para me convencer, e não para procurar outra pessoa... Quando falei disso à minha mãe, queixando-me que o meu pai me tinha posto nessa posição, ela defende-o. "Não, ela provavelmente lembrou-se de ti e..."

"Oh, sim, porque ela que conhece tanta gente foi logo lembrar-se de mim exactamente quando o meu pai estava presente na sala..."

É que o que acho mais irónico nisto tudo é que o meu pai (que não canta lá muito bem mas pronto), tem muito mais facilidade em cantar em público, e no entanto, em vez de se fazer a ele próprio de voluntário tenta recrutar-me a mim...

Ok, eu tenho uma série de razões para não fazer isto. Para já a música que vai ser cantada? Pois, não gosto muito de a cantar - não se enganem, eu adoro a música, aliás, é a mesma música que deu nome a este blogue! - mas na minha voz não... Não me agrada. Eu não sou assim tão bom cantor de qualquer das maneiras...

Segundo eu quando canto, faço-o para mim! Eu sofro de uma, como diriam os ingleses, ansiedade social do carago, que vai daqui à China... Quer isto dizer que não me dou bem em multidões... Mas dou-me especialmente mal em multidões em que têm a atenção focada em mim! Se já cantei em público? Já? Mas num palco? Sim. Com muita gente a assistir? Sim! Não quer isso dizer que voltava a repetir. E além disso, estamos a falar de um casamento! Eu não vou a um casamento onde não conheço ninguém, para cantar e fazer figura de parvo de mim mesmo! Nem pensar...

E queixei-me à minha mãe. Se cantar em público fosse algo que eu gostasse de fazer, se calhar já o teria feito muito mais vezes - e por iniciativa própria, não por ser "forçado"! OK, tecnicamente ninguém me está a forçar, mas também tenho alguma dificuldade em dizer que não...  Enfim, o que é que a minha mãe me diz? Ri-se e comenta "Tão tolo..." Quando lhe explico que eu não gosto de cantar em público... Ora, se sou assim tão tolo, e é assim tão fácil para eles, caramba, porque não hão-de ir eles em vez de me porem nesta situação?

Será que estou a exagerar na minha reacção...? Opah se calhar até estaria... Se fosse a primeira vez que eles me fazem uma coisa do género! E que nem é a segunda nem terceira!

O pior desta situação é que faz-me querer desistir de falar com eles, porque quando lhes explico como me sinto e porque é que não quero fazer algo, ou fazer de maneira diferente, eles sacodem as minhas palavras como se eu não soubesse do que falo ou porque estou a ser "tolo". Mas como o James é preso por ter cão ou preso por não ter, quando finalmente eu expludo e realmente se apercebem que estou a falar a sério... "Mas porque é que não falaste connosco, porque é que nunca nos contaste que te sentias assim?"

E andar sempre nestes jogos cansa. Cansa estar sempre a dar-lhes descontos por serem meus pais. Cansa pensar que posso contar com eles e eles provarem que estou errado. Cansa depois ouvir as críticas deles quando eu desisto de falar... Cansa estar sempre a por os sentimentos deles acima dos meus...

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Oh boy...

"Ah, pois é, já estamos em Outubro."

Foi com essa frase que ergui dos olhos do caderno onde comecei a escrever a abertura da aula, surpresa claramente espelhada no meu queixo levemente caído. Já estamos em Outubro. Falta pouco mais de vinte dias para eu fazer vinte anos. Tenho andado sempre a brincar, dizendo 'Eu não me habituei sequer a ter 18 anos e já vou fazer 20'. Mas foi ontem que realmente me atingiu. No primeiro dia de Outubro caiu em mim como uma maça na cabeça de Newton que eu vou fazer vinte anos. Duas décadas. Sinto-me como uma criança presa no corpo de um adulto... Há tanta coisa que ainda não me sinto pronto para fazer, outras tantas que não tive hipótese de fazer em mais jovem e que, qualquer dia, já não posso fazer...

Não que eu esteja a entrar numa crise de meia idade antecipada... Afinal de contas, sou do tipo de pessoa que acha que a idade é só um número (ok, está bem, tem certos limites... Mas, pronto). Ainda assim... Ainda sinto que tenho muito pela frente e, em simultâneo, que não vou ter nuca tempo para fazer tudo o que quero, tudo o que gostaria de fazer...

Para já acho que vou mesmo só focar-me em terminar a licenciatura e depois... Bem, depois logo se vê...

Mas isto fez-me lembrar a introdução de uma Soap Opera Americana de cujos episódios eu via algumas partes... 

"Like sand through the hourglass, so are the days of our lives". E nunc isso me soou tão realista como agora que sinto os 20 anos a aproximarem-se...

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Ah! Que Piada!

Hoje estava prestes a sair de casa, por volta das duas da tarde, quando me cruzo com o meu irmão ao fundo da nossa rua, ao telemóvel com a namorada.

"Vais para a faculdade agora?" Pergunta-me ele.

"Sim, porquê?"

"A R está lá, e diz que Lisboa parece um dilúvio..."

Eu suspiro. Claro. Tinha de apanhar chuva à segunda-feira... Lá voltei para trás com ele. "Mas vais voltar a casa para lá ficar ou só para agarrar o chapéu de chuva?"

"Para buscar o chapéu... Tenho mesmo de ir às aulas..." E lá agarrei no dito cujo, ingénuamente pensando que me resguardaria do mau tempo em Lisboa... Apanhei o comboio, e o Sol foi desaparecendo à medida que me aproximava de Lisboa. Quando chego a Entrecampos, saio do comboio, olho para a rua e vejo algo como isto...




A minha reacção?


Meti-me no comboio de volta a casa que estava mesmo a chegar nesse momento.