Um blog onde aponto o que me vem à cabeça, e onde por vezes a perco. O meu nome é... Podes chamar-me James. Ou Tai. Tenho 20 anos. Sou um rapaz que gosta de rapazes e... O resto, lê para descobrires!
Mano: À procura da estação mais próxima do Hospital Amadora-Sintra.
Eu: Por acaso não sei qual é o caminho mais rápido para lá...
Mano: O caminho mais rápido? É atirar-me aí de uma janela e ir de ambulância!
Uma coisa que eu admiro no meu irmão é a sua capacidade incrível de imaginar este tipo de respostas sarcásticas que me fazem desatar a rir. Este é apenas o exemplo mais recente do seu repertório de comebacks que é já extenso e bastante divertido.
É dia da Criança, e eu nunca me senti mais velho. Mas tenho a festa de aos do meu primo... E era suposto ir saír com o Zé, o meu melhor amigo, a Sintra, já que ele fez anos esta semana.
A questão é que agora tenho de escolher entre ir a uma festa repleta de crianças - onde provavelmente a minha falta nem vai ser notada, já que eu sou o tipo de pessoa que naquela situação ficaria encostado à parede a passar o tempo com os meus pensamentos e divagações - e ir sair com os meus amigos. Claro que estou mais inclinado para ir sair com os meus amigos...
E não se trata apenas disso. Eu ontem já estava a planear ir a Sintra nem que fosse sozinho - liás, contava mesmo ir sozinho, talvez levar a máquina fotográfica e aproveitar para saciar a vontade de tirar fotografias (não que eu seja um pro nisso, mas é um gosto amador que o meu pai me passou a mim e ao meu irmão). Claro que a companhia é sempre bem vinda. E assim começa o meu Domingo, dia da criança.
Eu: A.G., envia aí o ficheiro com a sobreposição dos mapas, se faz favor. A.G.: Espera aí só um bocadinho... Tou só a guardar... Eu: OK. A.G.: Vou enviar agora. Eu: Obrigado! A.G.: Quanto pagas? Eu: Não sei, pode ser em serviços? A.T.: Aceitas dinheiro ou géneros? Eu: Ou Serviços. A.T: Eish, oh, James... A.G.: Pode ser em serviços. Podes limpar-me a casa. Eu: Já lhe ouvi chamar muita coisa, mas isso não... Todos: [Risos]
(E é isto que andamos a fazer em vez de fazer o relatório...)
Mano: [deixa cair um cabo USB no chão, enquanto está de joelhos a procurar por um carregador debaixo da cama, e apoia o peso do corpo num joelho, esmagando a cabeça do cabo USB com a rótula] ...
Eu: Com tanto chão que havia, tinha de ficar mesmo debaixo do teu joelho, não é? [risos]
Mano: [pousa a testa no chão com as dores] ... [risos] Isto está a doer tanto [sons de dor por entre os risos]
Eu: [risos]
[Eu observo o meu irmão a jogar Assassin's Creed, na playstation, e ele abre o inventário]
Mano: Oh, tenho tomates....
Eu: [tento conter o riso]
Mano: [olha para mim de olhos semicerrados] Não comentes... [poucos segundos depois] Tenho de ir vender os tomates.
Eu: [risos] Vais vender os teus tomates?
Mano: Sim, vou vender os meus tomates para comparar uma espada longa.
Eu: Uma espada longa? Boa troca!
Mano: E não é uma espada qualquer, é longa.
Eu: [risos] Vou mas é tratar do jantar.
[volto pouco depois]
Mano: Já vendi os tomates, comprei uma longa, e agora estou a fazer uma missão para o dono do bordél.
Eu: [risos] Esse jogo não é para a tua idade!
----------
É isto que acontece quando me juntam a mim e ao meu Mano no mesmo quarto. Agora que o portátil dele deu o pifo, ele refugia-se aqui no meu quarto, a ver vídeos ou a jogar na playstation. Por um lado, é um pouco menos de privacidade que tenho, mas por outro lado, é agradável ter a companhia de uma pessoa que partilha o meu humor 50% das vezes, e olha para mim como se eu fosse um caso perdido os restante 50% das vezes.
A minha relação com o meu irmão é uma de amor-ódio e nenhum intermédio. Somos altamente defensivos em relação um ao outro, apesar de ele ser uns anos mais novo do que eu. É quase como se ele sentisse que a única pessoa que tem direito a chatear-me o juízo é ele, da mesma forma que eu lhe chateio o juízo a ele mas me torno protector quando alguém o chateia. Ele é, sem dúvida, a pessoa na minha família que me é mais próximo. Como dizem os ingleses "We have each other's backs", aliás, como ele já provou isso, protegendo-me de formas que me surpreenderam e acerca das quais não vou entrar em detalhe agora. Isso é provavelmente uma história para outra altura.
Uma coisa é certa, com ele aqui, é mais fácil de ter um sorriso na cara! E sim, até mesmo quando ele está a ser o crítico que sempre é, e se põe a criticar tudo o que faço. A constante ironiano seu tom de voz faz tornar qualquer frase em algo divertido, e acho que ele tem realmente uma veia de comediante.
Outra coisa boa acerca do me irmão é que partilahmos muitos dos mesmos gostos musicais, a a música está sempre a tocar aqui no quarto, por vezes connosco a acompanhar.
Tudo isto faz-me pensar... São as pequenas coisas na vida que me fazem felizes que realmente importam, e são elas que tenho de valorizar. Se tenho uma vida perfeita? Com certeza que não, isso ninguém tem. Mas estou a aprender a apreciar as delícias que a vida me trás. Uma delas, uma benção disfarçada, é o facto de poder dedicar mais tempo a mim mesmo, coisa que é possivl pelo facto de eu ser solteiro. Afinal de contas, as pessoas desapontam facilmente - aliás, eu próprio sou exemplo flagrante disso mesmo - e a minha felicidade não devia de depender de mais ninguém do que eu mesmo.
Isto pode soar egoísta, mas honestamente... Tentar agradar a todos foi algo que fiz e que magoou muita gente - incluindo a mim mesmo - no passado. As pessoas vão sair da vida magoadas na mesma, por isso mais vale focar-me em preservar-me a mim mesmo. (O que no entanto não significa que vou passar por cima das pessoas para o fazer, isso não é decente de se fazer.)
Portanto a minha felicidade seá de agora em diante, como diz o slogan da Matinal: "De mim, para mim"
----------
Aqui fica ainda a Ray-Dee-Oh, uma das minhas músicas preferidas dos Azeitonas, a minha banda portuguesa perferida.
Esta música faz-me sempre querer dançar! Nunca falha. E bem, parece que hoje não em canso de escrever...