sexta-feira, 13 de junho de 2014

Sardinhada!

Com esta quadra popular, há sempre um arraial que é organizado no espaço em frente à Igreja da localidad onde moro. Da sardinha assada ao caldo verde, passando pelas rifas, e bancas de sobremesas, há de tudo, onde o espaço, apesar de não muito grande, é bem aproveitado. É um evento bastante concorrido e não é pouco comum encontrar por lá pessoas que conhecemos através de amigos, de vista, ou até mesmo da escola e com quem já não conversávamos há algum tempo. E essa é mesmo uma das razões pelas quais gosto de ir, mesmo que no final acabe a chegar a casa a cheirar a sardinhas. E bem que tenho saudades de comer uma boa sardinha assada. Gostava de dizer que como bom português que sou que a comia à mão, mas não. Já vem de família, até a minha tia é assim. Eu não gosto de comer com as mãos e agradeço aos santos por terem ajudado a inventar os talheres. Nem frango, nem sardinha, não como nada à mão, com uma única excepção: Pizza. No entanto, a tradição mundial de comer pizza com as mãos é oposta à tradição Italiana - a Pizza era um prato que inicalmente se comia sempre com talheres, e ainda o é em restaurantes especializados no país onde a pizza nasceu. Toda a gente comenta sempre que eu devia comer a sardinha com as mãos. Mas admiram-se sempre com a habilidade que tenho com os talheres de limpar sempre as espinhas muito bem. É o que os anos de prática dão...

Este ano, o arraial vai ser hoje, mas honestamente não tenho a certeza se vou. Costumo só ir quando o pessoal me convida. E estou à espera que me façam o convite. Provavelmente acontece como no ano passado, em que só me disseram para ir lá ter com eles depois de ter começado. Mas ui, os waffles e crepes que estavam lá a fazer? Deliciosos! E claro, como os meus pais são aigos da senhora que os estava a fazer, trouxeram os crepes e waffles que se fizeram com a massa que sobrou, o que nos proporcionou a todos com uma deliciosa ceia.

Casino Estoril

Já perto das 11 da noite, o Zé e a V. convidaram-me par air dar uma volta. Acabaram por me levar ao Casino Estoril. Foi a primeira vez que entrei num casino, e senti-me, nas palavras do Zé, "como num filme do James Bond". À porta estão estacionados numerosos carros de luxo de aspecto brilhante e novo, as luzes do Casino iluminam a entrada em tons de vermelho e dourado, cores que fazem lembrar riqueza e glamour. A entrada ampla proporciona um novo espectacúlo deluzes, e a atmosfera envolve-nos com os sons distantes de vozes murmuradas e das máquinas soltando sons de alegria com as vitórias e ton graves e tristes cada vez que um jogador perde a sua aposta. 

Assim que entrámos, o Zé guiou-me até um espositor com jóias que valiam mais que o meu peso em ouro. Depois demosuma volta para observar as máquinas, e comecei a sentir-me mesmo dentro deum filme. Finalmente, fomos para o segundo andar, onde o Zé trocou uma nota de 20€, e começou a jogar Roleta, apostando com apenas cinco euros. Ainda chegou a conseguir ter 12 euros de saldo, mas acabou por perder tudo, e eventualmente saímos de lá quando ele recuperou os 5 euros com que iniciou o jogo. Eu, não tendo dinheiro, limitei-me a observar o que me rodeava.

O pessoal que trabalha o casino, veste-se impecavelmente, e fez-me sentir que a minha roupa não era muito adequada - apesar de, diga-se de passagem, eu estava muito mais bem vestido do que umas quantas personagens com que nos cruzámos.

Claro, não me limitei a ver o jogo, também observei as vistas. E oh, que boas vistas tive eu. Houve um rapaz em especial que me chamou a atenção. Ligeiramente mais alto que eu, bem formado, com um cardigan azul escuro, t-shirt branca, calças de ganga justas e All-Stars,  ele fazia mesmo o meu estilo, e era bem giro. Vinha com uma rapariga atrelada, o que me fez suspeitar que era mesmo só bom para observar e não para tocar. Mas quando decidimos ir embora, cruzámo-nos com ele novamente (e não teria sido nem a segunda nem terceira vez que me cruzei com ele no Casino). Senti-me corajoso e por isso olhou para ele, na esperança que os nossos olhares se cruzassem. Foi exatemente isso que aconteceu. Eu estava à espera que ele deviasse o olhar, mas não o fez, pelo menos não durante alguns segundos. Olhou-me nos olho e, após uma pausa, desviou os olhos para baixo - na direção do meu corpo, e aí eu desviei o meu olhar. 

Sou do tipo de tentar olhar discretamente sem ser descoberto. Mas às vezes acontecem-me destas coisas... Esta situação, embora tenha ocorrido num curto espaço de tempo, deixou-me curioso para saber mais sobre o rapaz. Até nem é mau de todo eu não o conecer e não saber nada acerca dele - é das formas que posso inventar uma história de vida para ele que seja interessante. Será que a rapariga com quem estava era namorada, ou amiga, ou irmã? E se ela fosse namorada, será que ele era hetero, ou bi, ou gay a tentar esconcer a sua própria sexualidade? Será que quando me olhou de alto abaixo, tinha intenções de parecer agressivo, ou simplesmente  demonstrar que estava a gostar do que viu? Será que sentiu o meu olhar como uma ameaça, ou como um convite?

Nunca se saberá... As apostas estão em aberto, mas este de inventar a história de desconhecidos é um jogo que nunca acaba.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

I'm Gonna Fight 'em Off, A Seven Nation Army Couldn't Hold Me Back

Quem não conhece o clássico ritmo desta música? Seven Nation Army, dos The White Stripes é uma das músicas que mais tenho ouvido até agora. Gosto bastante da versão original claro. Mas a que mais gosto aina é a versão cantadapor Garret Gardner, um dos participantes do concurso The Voice UK, que cantou esta música na audição às cegas.


Mas como o que é Nacional (por vezes) tambémé bom e já que estamos a falar do The Voice, na versão portuguesa do programa, Constança Moreira cantou este mesmo tema na sua audição, e devo dizer que também adorei esta versão. Foi a primeira vez que ouvi Seven Nation Army ser cantada por uma rapariga, e aprovo, especialmente pelo facot de ela ter dado o seu próprio toque pessoal à música.


E porqe à vezes eu tenho versos preferidos nas música, aqui fica aquela parte que me faz sempre sentir, nas palavras dos Imagine Dragons, on top of the world:

Don't wanna hear about it
'Cause every single one has got a story to tell
Everyone knows about it
From the Queen of England to the hounds of Hell
And If I catch you coming back my way, I'm gonna serve it to you
That ain't what you want to hear, but that's what I'll do.
And the feeling coming from my bones
Says find a new home, just find a new home

Esta cena das flutuções hormonais é uma bosta...