quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Oh boy...

"Ah, pois é, já estamos em Outubro."

Foi com essa frase que ergui dos olhos do caderno onde comecei a escrever a abertura da aula, surpresa claramente espelhada no meu queixo levemente caído. Já estamos em Outubro. Falta pouco mais de vinte dias para eu fazer vinte anos. Tenho andado sempre a brincar, dizendo 'Eu não me habituei sequer a ter 18 anos e já vou fazer 20'. Mas foi ontem que realmente me atingiu. No primeiro dia de Outubro caiu em mim como uma maça na cabeça de Newton que eu vou fazer vinte anos. Duas décadas. Sinto-me como uma criança presa no corpo de um adulto... Há tanta coisa que ainda não me sinto pronto para fazer, outras tantas que não tive hipótese de fazer em mais jovem e que, qualquer dia, já não posso fazer...

Não que eu esteja a entrar numa crise de meia idade antecipada... Afinal de contas, sou do tipo de pessoa que acha que a idade é só um número (ok, está bem, tem certos limites... Mas, pronto). Ainda assim... Ainda sinto que tenho muito pela frente e, em simultâneo, que não vou ter nuca tempo para fazer tudo o que quero, tudo o que gostaria de fazer...

Para já acho que vou mesmo só focar-me em terminar a licenciatura e depois... Bem, depois logo se vê...

Mas isto fez-me lembrar a introdução de uma Soap Opera Americana de cujos episódios eu via algumas partes... 

"Like sand through the hourglass, so are the days of our lives". E nunc isso me soou tão realista como agora que sinto os 20 anos a aproximarem-se...

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Devia ter pensado melhor...

Só me apercebi que não foi muito boa ideia passar as músicas do Les Miserábles para o MP3, quando fico com lágrimas nos olhos no meio da rua a caminho da faculdade por causa da Empty Chairs At Empty Tables

Pois caso para dizer...

Shot through the heart and you're to blame, darling, you gimme feels, Eddie Redmayne.

 

Guilty Pleasures

Para além da limonada, agora tenho andado numa de derreter chocolate para barrar nas bolachas... Sabe bem, olha, como.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Oh, I'm a Mess Right Now, Inside Out...

Dei por mim a escrever isto, nas horas mortas de estudo na biblioteca, quando já não tinha nada mais para estudar...

"Não tenho ilusões acerca de príncipes encantados escondidos ao virar da esquina. Afinal de contas, filmes da Disney não são nada para além de estórias. E assim, perco fé no amor. Há dias em que quero acreditar que é meramente um cocktail de hormonas que o cérebro segrega, porque o amor é, por vezes... macabro.

Ainda assim há dias em que, apesar de querer acreditar que o amor é apenas um ponto de vista romântico e ingénuo sobre um processo biológico tão comum como a digesttão ou circulação sanguínea, acabo por ouvir a voz do Ewan McGregor na minha cabeça a cantar-me "Love is a many-splendored thing. Love lifts us up were we belong. All you need is love, love is all you need..." E derreto-me nessa noção que o amor é uma invenção brilhante do coração e não do cérebro. Derreto-me nessa apaixonada ideia de que o amor - não só às pessoas mas amor às próprias ideias - é o motor de arranque de revoluções, manifestações de multidões através do mundo e através do tempo. É o amor a razão que aglomera pessoas e povos, quer seja com o intuito de o preservar ou de o condenar, mas de qualquer das formas aproxima-as. E caio na cega fé de que onde há pessoas juntas, até mesmo no ceio do mais furioso ódio, o amor é capaz de desabrochar, e moldar as mentes corruptas daqueles consumidos pela raiva...

E assim, mesmo quando não quero acreditar de novo no amor, eu desejo-o, dolorosamente, com cada célula do meu corpo como se cada uma cantasse uma agoniante prece para que eu encontre esse amor que eu tanto ignoro e nego..."