sexta-feira, 11 de julho de 2014

In My Field of Paper Flowers

Ultimamente tenho tido muito tempo livre. Tempo para me fechar em mim mesmo e criar qualquer estória que a minha imaginação possa querer formar. Esqueço desgostos e fúrias, e assim fico no meu pequeno grande mundo... Tavez escreva algumas das estórias que me passam na imaginação. Pergunto-me se este ano vou passar algum tempo a casa dos meus avós... Acho que passar o tempo no campo seria bom... Talvez vá passar uma semana a casa da minha avó que mora em Lisboa em vez disso... O ano passado costumava lá ir pelo menos uma vez por semana, mas estes dois semestres passados o horário não tem permitido isso... Quero recuperar esse tempinho perdido e ouvir as histórias dela - histórias com h, sim, porque ela já viveu muito e não se importa de partilhar, aliás, como qualquer outra avó faria. Até aos meus 4 anos foi ela que sempre cuidou de mim, quando os meus pais iam trabalhar, e por isso ela é uma pessoa que tem um lugar especial no meu coração... Avó é mesmo mãe duas vezes.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

terça-feira, 8 de julho de 2014

Batido de Pêssego

Eu e o meu pai somos do tipo que ora anda sempre às turras, ora nos damos imensamente bem. É um pouco o espelho da relação que teno também com o meu irmão.

Hoje de manhã, veio acordar-me. Estranhando, espreitei por cima do meu ombro para ver o que ele queria de mim. "Queres um batido de Pêssego? Acabei de o fazer."

Disse-lhe que sim, e aconselhou-me a provar para saber se gostava, para ele não ter que voltar atrás para vir buscar o copo caso não me agradasse. Devo dizer que o batido estava delicioso. Fresco, soube mesmo bem e foi uma óptima maneira de começar o dia. 

Ontem à noite fiquei aborrecido, por motivos estúpidos, que não lembram a ninguém, mas todos temos esses momentos de menos lógica. Mas hoje com este início de dia - o céu azul, o sol a brilhar, as temperaturas a subirem e o miminho do pai - estou difinitivamente com um ótimo humor. As coisas já estavam bem para estes lados, mas se continuarem a melhorar assim, não vou olhar o dente a cavalo dado e aproveitar todo o bom humor que venha na minha direção.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Conta-me Como Foi


Esta foi a série que sempre unui muito a minha família. Não que a vissemos sempre que passava na RTP, mas quando algum começava a ver, os restantes três acabavam eventualmente sentados no sofá, a acompanhar o genérico com vozes mais ou menos desafinadas. É uma série bem portuguesa, e muito bem conseguida, talvez, arrisco-me até a dizer, que é uma das melhores séries jamais produzidas em Portugal. Com valor histórico e cultural incalculável, é também, para mim, uma série que representa a família, não só pelo seu tema, mas pela maneira como nos agradava a todos de igual forma, e pela forma como deixou sempre doces memórias da sala de estar lá na terra da minha mãe, deitados no sofá enquanto ficávamos de molho no calor do Verão, mas tabém memorias nostálgicas da ozinha da mesma casa, aconchegados junto à lareira para nos aquecermos enquanto tínhamos os olhos - e o sorriso - presos ao pequeno ecrã de televisão. Quando vejo estes actores no meu ecrã, não consigo deixar de dizer "olha esta é a que faz de mãe do Carlitos Lopes" ou então "Esta é a que fez de avó no Conta-me Como Foi.". A voz do narrador - uma versão adulta to Carlitos que nos conta como foi viver no tempo da ditadura - é-me inconfundível.  Quando às vezes me lembro desta música, e a canto cá em casa, é sempre respondida por um coro de quem quer que esteja cá comigo. Isto porque para nós, ficou mesmo esta canção.

Porque Isto Agora me Fez Rir e Acordar os Vizinhos