terça-feira, 8 de julho de 2014

Batido de Pêssego

Eu e o meu pai somos do tipo que ora anda sempre às turras, ora nos damos imensamente bem. É um pouco o espelho da relação que teno também com o meu irmão.

Hoje de manhã, veio acordar-me. Estranhando, espreitei por cima do meu ombro para ver o que ele queria de mim. "Queres um batido de Pêssego? Acabei de o fazer."

Disse-lhe que sim, e aconselhou-me a provar para saber se gostava, para ele não ter que voltar atrás para vir buscar o copo caso não me agradasse. Devo dizer que o batido estava delicioso. Fresco, soube mesmo bem e foi uma óptima maneira de começar o dia. 

Ontem à noite fiquei aborrecido, por motivos estúpidos, que não lembram a ninguém, mas todos temos esses momentos de menos lógica. Mas hoje com este início de dia - o céu azul, o sol a brilhar, as temperaturas a subirem e o miminho do pai - estou difinitivamente com um ótimo humor. As coisas já estavam bem para estes lados, mas se continuarem a melhorar assim, não vou olhar o dente a cavalo dado e aproveitar todo o bom humor que venha na minha direção.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Conta-me Como Foi


Esta foi a série que sempre unui muito a minha família. Não que a vissemos sempre que passava na RTP, mas quando algum começava a ver, os restantes três acabavam eventualmente sentados no sofá, a acompanhar o genérico com vozes mais ou menos desafinadas. É uma série bem portuguesa, e muito bem conseguida, talvez, arrisco-me até a dizer, que é uma das melhores séries jamais produzidas em Portugal. Com valor histórico e cultural incalculável, é também, para mim, uma série que representa a família, não só pelo seu tema, mas pela maneira como nos agradava a todos de igual forma, e pela forma como deixou sempre doces memórias da sala de estar lá na terra da minha mãe, deitados no sofá enquanto ficávamos de molho no calor do Verão, mas tabém memorias nostálgicas da ozinha da mesma casa, aconchegados junto à lareira para nos aquecermos enquanto tínhamos os olhos - e o sorriso - presos ao pequeno ecrã de televisão. Quando vejo estes actores no meu ecrã, não consigo deixar de dizer "olha esta é a que faz de mãe do Carlitos Lopes" ou então "Esta é a que fez de avó no Conta-me Como Foi.". A voz do narrador - uma versão adulta to Carlitos que nos conta como foi viver no tempo da ditadura - é-me inconfundível.  Quando às vezes me lembro desta música, e a canto cá em casa, é sempre respondida por um coro de quem quer que esteja cá comigo. Isto porque para nós, ficou mesmo esta canção.

Porque Isto Agora me Fez Rir e Acordar os Vizinhos


domingo, 6 de julho de 2014

A Minha Primeira Vez

Desta vez, foi a minha primeira vez no Bairro Alto. Da uma até às seis, sempre a bombar. Adorei ir. A princípio senti-me relutante em sair, porque estava um bocado cansado, mas depois de uma tarde de descanso, lá me conseguiram convencer a sair.

Comgio foi o Zé, a V., o MD, o River (aka NdG, mas agora que conheço o rapaz fica um bocado awkward pensar nele só como o namorado do G.), e a T (que eu não conhecia).

Quando lá chegáos ao Bairro alto, fomos à procura de um bar para comprar bebidas baratas. Eu acabei por pedir um Morangoska, tal como o River e o Zé. Os copos pareciam baldes... E eu quando comecei a beber, a dad altura ja só dizia "vocês não me deixem beber isto tudo sozinho, que eu não estou habituado a beber e tenho o estômago vazio...". A V. e o MD lá me ajudaram a acabar de beber aquilo. E o Zé sempre a dizer-me. "Mas bebe mais um bocadinho, tu sabes que não consegues resisitr, que sabe tão bem!" E soube-me mesmo tããão bem... Eu estive mesmo para acabar de beber, mas quando comecei a sentir-me mais leve, dei o copo à V. e ela acabou o meu resto.

Depois de termos saído do Sentido Proíbido, o bar onde tinhamos ido buscar as bebidas, sentámo-nos num outro bar, onde o River bebeu dois shots. Ficámos sentados a digerir o alcoól dos baldes de vodka e morango, e dpois lá seguimos pelo Beirro Alto acima. PAssámos por um bar onde havia uma pormoção de 16 shots a 6 euros. Uns estavam relutantes a ir. Fomos a votações. Com três sims e dois nãos, acaou por me cair a mim a decisão final. "Se eu tiver um euro na carteira, é sim para mim.". E não é que tenho mesmo uma moeda de 1€? Então lá fomos. Três shots a cada um depois, e eu já estava a senitr-me leve outra vez. O Zé e a V. não gostaram dos shots, mas eu até gostei do sabor, o que me fez mais confusão foi a maneira como queimou até lá abaixo....


Depois lá seguimos caminho, após dançarmos um pouco nesse bar. Fomos ainda a um outro bar onde só dançámos. O MD, a dada altura, puzou-me para o meio da pista de dança a querer dançar kizomba comigo. Eu como tenho ancas que se mexem com a graciosidade de um esquilo depois de comer fruta fermentada, aquilo não correu bem. A música final, lá improvisáos ao som da Sway, uma música que eu por acaso conhecia e cantei enquanto dançava.

Duas da manhã, e o bar onde estávamos fechou, assim como a grande maioria de todosos outros. Com intenções de apanharmos o primeiro comboio da manhã para casa, ainda tinhamos umas boas horas para matar. Fomos até ao G-Spot, e lá ficámos a dançar, enquanto alguns do grupo recuperavam da quantidade de alcoól que beberam - leia-se dormiram no sofá enquanto outros dançavam. No caminho para lá, tirámos selfies com o Fernando Pessoa e tudo!

Devo dizer que do grupo, a maioria estava pelo menos um pouco ébria, todos em graus diferentes, claro. Eu por acaso, para o que bebi, até aguentei bem os efeitos do alcoól. Aliás, até ajudei alguns de nós a agunetarem-se em pé quando fomos para o G-Spot. Às cinco da manhã, acabámos por sair de lá para ir para ir apanhar ar e andar um pouco. Conversámos de tudo um pouco. Quando chegou a hora do comboio, o grupo acabou por se dividir a meio, e lá voltámos para casa.

Cheguei às sete da manhã. Hoje o meu pai perguntou-me onde tinhamos andado. "Fomos ao Bairro Alto." Ele riu-se. "Então, apanharam o primeiro comboio da manhã para cá, foi?" Perguntou e eu acenei, ao que ele repsondeu "Eu quando ia para o Bairro Alto apanhava também o primeiro eléctrico..." E depois sugeriu-me que eu arranjasse um emprego para pagar as saídas à noite. Nao é mal pensado...

Mas afinal não fiquei com ressaca - mas acho que foi porque assim que cheguei a casa mamei uma garrafa de água. E a noite foi bastante divertida. Não me arrependi nada de ter vindo e já há muito tempo que não me ria assim tanto numa só noite - e isso não teve necesáriamente a ver com a quantidade que bebi, atenção!

O Caldo Está A Ferver

Se há coisa que mais odeio neste mundo, é pessoas que não sabem parar de se meter na vida dos outros e onde não são chamadas. E eu sou uma pessoa muito calma, que deixo muita coisa passar ao lado, porque não gosto de criar dramas...

Mas não me queiram ver zangado. Não é bonito, e muitas vezes não respondo por mim. E quando estou assim, não crio dramas - acabo-os logo na hora. Há muito pouca gente que já me viu realmente chateado. Conseguem-se contar pelos dedos das mãos. Exatamente porque eu tento ser boa pessoa, e tento ignorar as pessoas que não têm vida própria e querem fazer a dos outros um inferno. E muitas vezes oiço falar de pessoas que são maldosas porque lhes apetece, e eu ponho-me distante, porque não quero ter nada a ver com esse tipo de gente mesquinha.

Mas, quando essas pessoas se metem no meu caminho e não arredam pé dali? Estamos mal. Estamos muito mal. E o James caladinho, que se faz de ingénuo e ignorante está a ficar cansado.