terça-feira, 27 de maio de 2014

Conversas entre Manos #2

Mano: [deixa cair um cabo USB no chão, enquanto está de joelhos a procurar por um carregador debaixo da cama, e apoia o peso do corpo num joelho, esmagando a cabeça do cabo USB com a rótula] ...
Eu: Com tanto chão que havia, tinha de ficar mesmo debaixo do teu joelho, não é? [risos]
Mano: [pousa a testa no chão com as dores] ... [risos] Isto está a doer tanto [sons de dor por entre os risos]
Eu: [risos]

Parque das Nações



É sem dúvida um dos sítios onde mais gosto de ir passear, seguir o rio, andar pelo pontão, exploar os diversos parques e observar a arquitectura peculiar...  Claro que gosto sempre de passear por lá com companhia, mas já me deu, por várias vezes, vontade de pegar no meu passe da CP e ir de comboio até lá e passear sozinho, só eu e os meus pensamentos, provavelemnte com a música ligada também. Se eu lá morasse mais perto, era capaz de sair todos os dias só para andar ao longo do rio. Com família a morar lá, é um sítio que já vou conhecendo, aos poucos. Era também aqui que costumava ir quando saía com os amigos.

É um local que para mim esta repleto de memórias preciosas e insubstituíveis. E não sei porquê, agora deu-me a vontade de sair e ir até lá. Só não o faço porque já é tarde. Mas sou capaz de fazer isso qualquer dia. E apeteceu-me escrever sobre isso. Já que criei este novo blog para isso mesmo, escrever sobre o que me der vontade de escrever, pareceu-me bem fazê-lo.

Um outro local que eu adorava voltar a visitar, é o interior do Oceanário.  É um sítio mágico, e transporta-me sempre para um mundo aparte, tons de azul e sombras escuras dominam esse mundo, a luz atravessando-o como dedos brancos de uma mão que os mexe preguiçosamente... Há algo relaxante em ver os animais nadar lentamente do outro lado do vidro... Tenho mesmo saudades de lá ir.


Sinto-me uma autêntica Branca de Neve

Quando acrodei e me apercebi que já não conseguia ir para as aulas, decidi fazer algo produtivo. Levantei-me e arrumei, limpei e aspirei o quarto, ao som do album do filme Mamma Mia! e depois do Night Visions dos Imagine Dragons. E é essa arazão pela qual prefiro, como hoje, arrumar o quarto quando estou sozinho em casa: acabo sempre a acompanhar a música, não só cantando-a como dançando ao ritmo que o aspirador me permite. E agora com o almoço feito, vou comer enquando vejo a minha série. O dia não podia ter começado melhor, e tenho o feeling que se vai manter assim bom o rest do dia!

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Conversas Entre Manos, E Outras Coisas

[Eu observo o meu irmão a jogar Assassin's Creed, na playstation, e ele abre o inventário]

Mano: Oh, tenho tomates....
Eu: [tento conter o riso]
Mano: [olha para mim de olhos semicerrados] Não comentes... [poucos segundos depois] Tenho de ir vender os tomates.
Eu: [risos] Vais vender os teus tomates?
Mano: Sim, vou vender os meus tomates para comparar uma espada longa.
Eu: Uma espada longa? Boa troca!
Mano: E não é uma espada qualquer, é longa.
Eu: [risos] Vou mas é tratar do jantar.

[volto pouco depois]

Mano: Já vendi os tomates, comprei uma longa, e agora estou a fazer uma missão para o dono do bordél.
Eu: [risos] Esse jogo não é para a tua idade!

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É isto que acontece quando me juntam a mim e ao meu Mano no mesmo quarto. Agora que o portátil dele deu o pifo, ele refugia-se aqui no meu quarto, a ver vídeos ou a jogar na playstation. Por um lado, é um pouco menos de privacidade que tenho, mas por outro lado, é agradável ter a companhia de uma pessoa que partilha o meu humor 50% das vezes, e olha para mim como se eu fosse um caso perdido os restante 50% das vezes.

A minha relação com o meu irmão é uma de amor-ódio e nenhum intermédio. Somos altamente defensivos em relação um ao outro, apesar de ele ser uns anos mais novo do que eu. É quase como se ele sentisse que a única pessoa que tem direito a chatear-me o juízo é ele, da mesma forma que eu lhe chateio o juízo a ele mas me torno protector quando alguém o chateia. Ele é, sem dúvida, a pessoa na minha família que me é mais próximo. Como dizem os ingleses "We have each other's backs", aliás, como ele já provou isso, protegendo-me de formas que me surpreenderam e acerca das quais não vou entrar em detalhe agora. Isso é provavelmente uma história para outra altura.

Uma coisa é certa, com ele aqui, é mais fácil de ter um sorriso na cara! E sim, até mesmo quando ele está a ser o crítico que sempre é, e se põe a criticar tudo o que faço. A constante ironiano seu tom de voz faz tornar qualquer frase em algo divertido, e acho que ele tem realmente uma veia de comediante.

Outra coisa boa acerca do me irmão é que partilahmos muitos dos mesmos gostos musicais, a a música está sempre a tocar aqui no quarto, por vezes connosco a acompanhar.

Tudo isto faz-me pensar... São as pequenas coisas na vida que me fazem felizes que realmente importam, e são elas que tenho de valorizar. Se tenho uma vida perfeita? Com certeza que não, isso ninguém tem. Mas estou a aprender a apreciar as delícias que a vida me trás. Uma delas, uma benção disfarçada, é o facto de poder dedicar mais tempo a mim mesmo, coisa que é possivl pelo facto de eu ser solteiro. Afinal de contas, as pessoas desapontam facilmente - aliás, eu próprio sou exemplo flagrante disso mesmo - e a minha felicidade não devia de depender de mais ninguém do que eu mesmo.

Isto pode soar egoísta, mas honestamente... Tentar agradar a todos foi algo que fiz e que magoou muita gente - incluindo a mim mesmo - no passado. As pessoas vão sair da vida magoadas na mesma, por isso mais vale focar-me em preservar-me a mim mesmo. (O que no entanto não significa que vou passar por cima das pessoas para o fazer, isso não é decente de se fazer.)

Portanto a minha felicidade seá de agora em diante, como diz o slogan da Matinal: "De mim, para mim"

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Aqui fica ainda a Ray-Dee-Oh, uma das minhas músicas preferidas dos Azeitonas, a minha banda portuguesa perferida.


Esta música faz-me sempre querer dançar! Nunca falha. E bem, parece que hoje não em canso de escrever...



Acabei de Ter Uma Epifania...


Então não é que eu de repente, ao ver uns gifs do Papuça e Dentuça, me apercebi que a razão pela qual o filme me deixava sempre triste quando eu o via, era porque eu pensava que o Papuça e o Dentuça eram amantes e não apenas amigos... Eu estava convencido que os bichos estavam apaixonados um pelo outro. E pelos vistos pouco me importava com o detahe de que eram dois machos...

Eu ainda nem tinha entrado para a escola primária e já aceitava relações homossexuais como válidas...

Se eu tinha alguma dúvida acerca da minha homosseualidade até agora - coisa que, diga-se depassagem, não tinha - então essa dúvida de certeza que se dissiparia agora mesmo.

Às vezes tenho estas epifanias.... Enfim....