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sexta-feira, 30 de maio de 2014

Ai que os Exames Estão Aí...

As pessoas ainda ficam surpreendidas quando digo que as minhas aulas acabaram hoje. E por um lado, fico wm parte agradecido por a FCUL ser um sítio muito especial que começa as férias mais cedo...

Só que depois põe-me exames uns a seguir aos outros, com nem 24 horas de intervalo entre eles. Não que eu passe noitadas a estudar, mas olha se eu quisesse passar o meu tempo de forma útil para estudar, como é que era? É mesmo um daqueles casos em que cada rosa tem seu espinho. Dão-nos férias antecipadas, mas tratam os alunos como se não fossem pessoas com vida durante o ano... Quero dizer, vamos fazer as contas.
Um dia tem 24 horas, correcto?

Ora, para um modo de vida saudável, 8 horas são passadas a dormir.

Assim sobram 16 horas do dia.

Tiremos, no meu caso, duas horas por dia, usadas na deslocação de casa para a Universidade.

Sobram 14 horas.

Em média, são cinco horas de aulas por dia.

9 horas faltam para gastar um dia.

O Tratado de Bolonha, exige que os estudantes estudem pelo menos uma hora mais por cada hora de aulas, logo, são menos cinco horas.

Sobram 4 horas.

Claro, vamos ver, 2 horas gastas em todas as refeições.

2 horas. É o que sobra por dia.

Mas, claro, depois há pelo menos uma hora que é usada para outras coisas, entre as quais: vestir-me, tomar duche, preparar-me para ir para a cama, preparar as coisas que preciso de levar para a mochila, arrumar o quarto e parece que não...

Mas sobra uma hora para mim mesmo. E eu pergunto... O que é que eu faço numa hora? Numa hora eu leio 100 páginas de um livro em Português, 80 a 90 de um livro em inglês... Numa hora escrevo 20 páginas em word, com letra Cailibri em tamanho 11. E sim, claro... Eles dão-nos férias mais cedo e durante três meses no Verão... Mas a sério que se admiram quando eu não tenho motivação para me dedicar mais à Universidade?

My Life In Frozen Gifs

Começo o dia a ser a Anna...

Principalmente nas manhãs em que tenho de me levantar cedo para ir para a faculdade fazer o trabalho de Geologia de Campo...

Mas quando finalmente chega a altura para estudar, e eu não consigo? Torno-me a Elsa:


De vez em quando, lá aparecem aquelas pessoas piquinhas que se queixam como se todo o mundo tivesse o dever de atendar aos seus desejos e eu torno-me o Olaf.


Quando na rua me cruzo com um bom pão, por dentro,voltoa  tornar-me a Elsa...


Chega a hora de ir comer, e volto a ser uma autêntica Anna...


E depois quando aparece algum obstáculo ao meu bom humor, volto a ser o Olaf....


E finalmente, há pessoas daquelas mesmo ruins, que só metem o nariz onde não são chamadas, e quando levam um coice na cara por causa disso, e tentam sentir-se melhor dizendo "Pelo menos ainda tenho outros amigos", eu torno-me um completo Hans...


E é isto, a minha vida em gifs do tumblr.




quarta-feira, 28 de maio de 2014

That's What Friends Are For

Fui com a minha melhor amiga ao Centro Comercial Vasco da Gama. Íamos com intenções de falar com o Ex dela, (Vamos chamar-lhe Ex-F), mas ele não apreceu. Em vez disso, encontrámo um colega meu que eu já não via há algum tempo. Falámos durante um bocado enquanto ele esperava pelo comboio, e lá foi no seu caminho. Entretanto, o R. ligou-me.

A história com o R. é simples. Ele foi um dos primeiros e pocuos amigos que fiz no meu curso, na faculdade. Ele é o tipo de pessoa com uma mente muito avançada para o seu tempo. Compreensivo, nada dogmático, e sempre bem-disposto. Ou melhor, ele vive as emoções ao rubro. Ou está muito contente, ou muito em baixo, ou muito zangado, ou muito determinado. Para ele não há emoções sentidas por metade. Ultimamente, ele tem-se afastado um bocado dos aigos, desde que arranjou namorada, mas apercebeu-se que não estava a agir bem e agora está a tentar reparar as amizades, o que eu acho muito bem da parte dele. Por isso ele ligou-me a perguntar onde eu estava. Rapidamente combinámos encontrar-nos lá, e conversamos os três animadamente até termos de ir embora. O grupo com quem mais me costumo dar é composto pelo R., a M. (uma rapariga que afora rock mas não parece nada, muito madura, gentil e calma, que adora as mesmas séries que eu), e a A. (que é a mais velha do grupo, uma santa, mesmo para gente que não merece, e adora livros tanto ou mais do que eu). 

É refrescante ter um grupo de pessoas com quem posso falar abertamente, cara a cara, e que nao têm problema nenhum com o pormenor de eu ser gay. Muito pelo contrário! Todos os três - eu, a M. e a A. - estamos sempre de olho nos rapazes giros (coisa que não falta na capital). Por vezes até o R. o aprecia, apesar de ele se identificar como hetero. Uma das coisas que eu acho muito maduro nele, é a forma como ele não tem vergonha de dizer "Eu identifico-me como hetero, e não me vejo numa relação com um homem, as se algum dia tiver hipótese de experimentar, não digo ue não experimentava.". Por vezes metemo-nos um com o outro, trocando olhares sedutores. Um dos momentos mais flagrantes dessa nossa química foi quando fomos almoçar com o N., um outro amigo nosso na fauldade, ao Alvalade, e o R. se começou a meter comigo. "James, tou com vontade, 'bora ali para trás,e..." E eu respondi, erguendo as minhas sobrancelhas e lambeno os lábios "'Bora, é já, contra a parede e tudo." E ele diz-me "Ui, continua assim e nem me aguento, é já aqui no meio do chão". E depois partimo-nos a rir, com a cara choacada que o N. fez, queixando-se de que ele era um Santo e que osouvidos dele não tinham sido feitos para ouvir estes pecados.

É um ambiente completamente diferente do Secundário. Faz-me sentir mais seguro, como se não tivesse que carregar com aquele peso às costas. Sinto que esta imagem é a reação dos meus amigos da faculdade quando eu lhes conto que sou homossexual:


E isso é fantástico.


terça-feira, 27 de maio de 2014

Parque das Nações



É sem dúvida um dos sítios onde mais gosto de ir passear, seguir o rio, andar pelo pontão, exploar os diversos parques e observar a arquitectura peculiar...  Claro que gosto sempre de passear por lá com companhia, mas já me deu, por várias vezes, vontade de pegar no meu passe da CP e ir de comboio até lá e passear sozinho, só eu e os meus pensamentos, provavelemnte com a música ligada também. Se eu lá morasse mais perto, era capaz de sair todos os dias só para andar ao longo do rio. Com família a morar lá, é um sítio que já vou conhecendo, aos poucos. Era também aqui que costumava ir quando saía com os amigos.

É um local que para mim esta repleto de memórias preciosas e insubstituíveis. E não sei porquê, agora deu-me a vontade de sair e ir até lá. Só não o faço porque já é tarde. Mas sou capaz de fazer isso qualquer dia. E apeteceu-me escrever sobre isso. Já que criei este novo blog para isso mesmo, escrever sobre o que me der vontade de escrever, pareceu-me bem fazê-lo.

Um outro local que eu adorava voltar a visitar, é o interior do Oceanário.  É um sítio mágico, e transporta-me sempre para um mundo aparte, tons de azul e sombras escuras dominam esse mundo, a luz atravessando-o como dedos brancos de uma mão que os mexe preguiçosamente... Há algo relaxante em ver os animais nadar lentamente do outro lado do vidro... Tenho mesmo saudades de lá ir.


Sinto-me uma autêntica Branca de Neve

Quando acrodei e me apercebi que já não conseguia ir para as aulas, decidi fazer algo produtivo. Levantei-me e arrumei, limpei e aspirei o quarto, ao som do album do filme Mamma Mia! e depois do Night Visions dos Imagine Dragons. E é essa arazão pela qual prefiro, como hoje, arrumar o quarto quando estou sozinho em casa: acabo sempre a acompanhar a música, não só cantando-a como dançando ao ritmo que o aspirador me permite. E agora com o almoço feito, vou comer enquando vejo a minha série. O dia não podia ter começado melhor, e tenho o feeling que se vai manter assim bom o rest do dia!

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Conversas Entre Manos, E Outras Coisas

[Eu observo o meu irmão a jogar Assassin's Creed, na playstation, e ele abre o inventário]

Mano: Oh, tenho tomates....
Eu: [tento conter o riso]
Mano: [olha para mim de olhos semicerrados] Não comentes... [poucos segundos depois] Tenho de ir vender os tomates.
Eu: [risos] Vais vender os teus tomates?
Mano: Sim, vou vender os meus tomates para comparar uma espada longa.
Eu: Uma espada longa? Boa troca!
Mano: E não é uma espada qualquer, é longa.
Eu: [risos] Vou mas é tratar do jantar.

[volto pouco depois]

Mano: Já vendi os tomates, comprei uma longa, e agora estou a fazer uma missão para o dono do bordél.
Eu: [risos] Esse jogo não é para a tua idade!

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É isto que acontece quando me juntam a mim e ao meu Mano no mesmo quarto. Agora que o portátil dele deu o pifo, ele refugia-se aqui no meu quarto, a ver vídeos ou a jogar na playstation. Por um lado, é um pouco menos de privacidade que tenho, mas por outro lado, é agradável ter a companhia de uma pessoa que partilha o meu humor 50% das vezes, e olha para mim como se eu fosse um caso perdido os restante 50% das vezes.

A minha relação com o meu irmão é uma de amor-ódio e nenhum intermédio. Somos altamente defensivos em relação um ao outro, apesar de ele ser uns anos mais novo do que eu. É quase como se ele sentisse que a única pessoa que tem direito a chatear-me o juízo é ele, da mesma forma que eu lhe chateio o juízo a ele mas me torno protector quando alguém o chateia. Ele é, sem dúvida, a pessoa na minha família que me é mais próximo. Como dizem os ingleses "We have each other's backs", aliás, como ele já provou isso, protegendo-me de formas que me surpreenderam e acerca das quais não vou entrar em detalhe agora. Isso é provavelmente uma história para outra altura.

Uma coisa é certa, com ele aqui, é mais fácil de ter um sorriso na cara! E sim, até mesmo quando ele está a ser o crítico que sempre é, e se põe a criticar tudo o que faço. A constante ironiano seu tom de voz faz tornar qualquer frase em algo divertido, e acho que ele tem realmente uma veia de comediante.

Outra coisa boa acerca do me irmão é que partilahmos muitos dos mesmos gostos musicais, a a música está sempre a tocar aqui no quarto, por vezes connosco a acompanhar.

Tudo isto faz-me pensar... São as pequenas coisas na vida que me fazem felizes que realmente importam, e são elas que tenho de valorizar. Se tenho uma vida perfeita? Com certeza que não, isso ninguém tem. Mas estou a aprender a apreciar as delícias que a vida me trás. Uma delas, uma benção disfarçada, é o facto de poder dedicar mais tempo a mim mesmo, coisa que é possivl pelo facto de eu ser solteiro. Afinal de contas, as pessoas desapontam facilmente - aliás, eu próprio sou exemplo flagrante disso mesmo - e a minha felicidade não devia de depender de mais ninguém do que eu mesmo.

Isto pode soar egoísta, mas honestamente... Tentar agradar a todos foi algo que fiz e que magoou muita gente - incluindo a mim mesmo - no passado. As pessoas vão sair da vida magoadas na mesma, por isso mais vale focar-me em preservar-me a mim mesmo. (O que no entanto não significa que vou passar por cima das pessoas para o fazer, isso não é decente de se fazer.)

Portanto a minha felicidade seá de agora em diante, como diz o slogan da Matinal: "De mim, para mim"

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Aqui fica ainda a Ray-Dee-Oh, uma das minhas músicas preferidas dos Azeitonas, a minha banda portuguesa perferida.


Esta música faz-me sempre querer dançar! Nunca falha. E bem, parece que hoje não em canso de escrever...



Acabei de Ter Uma Epifania...


Então não é que eu de repente, ao ver uns gifs do Papuça e Dentuça, me apercebi que a razão pela qual o filme me deixava sempre triste quando eu o via, era porque eu pensava que o Papuça e o Dentuça eram amantes e não apenas amigos... Eu estava convencido que os bichos estavam apaixonados um pelo outro. E pelos vistos pouco me importava com o detahe de que eram dois machos...

Eu ainda nem tinha entrado para a escola primária e já aceitava relações homossexuais como válidas...

Se eu tinha alguma dúvida acerca da minha homosseualidade até agora - coisa que, diga-se depassagem, não tinha - então essa dúvida de certeza que se dissiparia agora mesmo.

Às vezes tenho estas epifanias.... Enfim....

domingo, 25 de maio de 2014

É Ter Fome, É Ter Sede De Infinito

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!
- Florbela Espanca

Eu estava sentado em frente ao portátil, a ouvir o CD Solta-se O Beijo, dos Ala dos Namorados, e eis que me deparo com o facto de que, cantando em dueto com Sara Tavares, surge no CD uma letra bastante familiar. É, não só um dos meus poemas favoritos, como também uma das canções portuguesas que mais gosto de ouvir. Apesar de ter gostado da versão dos Ala dos Namorados, gosto mais do eterno clássico cantado por Luís Represas, o vocalista dos Trovante. Claro está, a voz de Luís Represas tem um lugar especial no meu coração, já que foi ele que cantou todas as músicas que se ouvem no filme animado Tarzan, da Disney, um dos meus filmes de infância, um que, tal como o Rei Leão e Papuça e Dentuça, vi tantas vezes que me admiro como não gastei a VHS. 

Mas de volta ao poema que acima foi referido, eu estava a ouvir essa música, e senti um calafrio percorrer-me a espinha, ao ouvir os versos "É ter mil desejos de esplendor,/ E não saber sequer que se deseja/É ter cá dentro um astro que flameja,/ É ter garras e asas de condor!/ É ter fome, é ter sede de infinito/ Por elmo as manhãs de oiro e de cetim.../É condensar o mundo num só grito!". São sempre estes que me movem mais, pois são - de um poema que sinto ser umadescriçãod e mim mesmo do início ao fim - as palavras com quem mais me identifico.

Ainda surpreendido com este hino de exaltação à essência de um poeta, constatei que me estava a afastar das minhas raízes. Não era um pensamento novo, de facto, já que há umas semanas atrás, numa conversa com a minha mão, após ela comentar que era bom eu falar tão bem a língua inglesa, dei comigo a responder que, embora seja de facto uma vantagem saber falar o inglês, tenho estado a dedicar pouco tempo à minha língua nativa, o português.

Claro, o português está presente no meu dia a dia, mas cada vez menos. Nos meus tempos de lazer, está praticamente ausente, já que leio livros em inglês, passo tempo em sites ingleses, e converso com amigos que são naturais dos Estados Unidos, do Reino Unido e, alguns, até mesmo de outros paises (sendo o Inglês a ponte que nos permite ultrapassar as barreiras linguisticas que de outro modo incapacitariam a possibilidade de se formar qualquer tipo de amizade.)

Lentamente, tenho reintroduzido o português nos meus tempos livres - especialemente pela música (reuni alguns CDs antigos, tais como o que despolotou a criação desta publicação, ou o Lágrimas, de Dulce Pontes. Esse contém músicas que eu ouvia na minha infância, com especial menção de Lauridinha, Canção do Mar e As Sete Mulheres do Minho, canções que eu ouvia às custas da minha querida Mãe, e que não me arrependo de conhecer quase de cor.)

Assim, com o tempo, e sendo inspirado por estas músicas, dei comigo a ter vontade de voltar a escrever em Português. Sobre o quê? Não faço a menor idea. 

Talvez caía no poço de Nostalgia, olhe para trás e compare o que está diferente agora do que era antes. Estou a caminho dos 20 anos. Quatro anos passaram desde o meu primeiro contacto com a blogosfera. Dizer quatro anos já não parece assim tanto, mas quando em retrospectiva, me apercebo que isso significa que eu tinha 16 anos na altura, a idade em que o meu irmão está neste moment, constato que eu era... Ingénuo e jovem, ainda a aprender. Desde então já tive uma mão cheia de relações - umas terminando de forma menos boas, outras proporcionando-me com amigos em quem confiaria a minha vida - que culminaram no meu actual estado solteiro, entrei para a Universidade, no curso de Geologia - um curso que há quatro anos nunca pensaria que teria possibilidade de tirar, mas que de facto adoro -, já mudei a mobília do meu quarto seis vezes... 

Há coisas que infelizmente se mantém, como por exemplo, a minha aparente inabilidade para estudar, ou conseguir forçar-me a estudar. Se me perguntarem se eu gosto do curso e das aulas? Adoro. Mas não gosto mesmo é de estudar. Gosto de aprender por gosto e não por necessidade de ter uma pauta emaculada. Mas isso é já feitío e não defeito.

E por isso... Por querer voltar a escrever em português, aqui estou eu de novo.